sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Capítulo 1 - 2ª temporada


Véspera de natal. Era uma manhã como outra qualquer, meu vidro estava totalmente embaçado devido à baixa temperatura do lado de fora devido ao ápice do inverno e a alta temperatura de dentro devido ao meu aquecedor. Sem pensar, virei de lado para acordar Melani, não a vi lá, ao invés de vê – la, vi a minha porta coberta de posters de bandas e atores. Sentei na cama e fiquei fazendo desenhos aleatórios pelo vidro pensando o que Melani estava fazendo a uma hora dessas nos EUA. Até que o meu celular vibrou, uma mensagem de Nathan, um típico ‘’bom dia princesa’ já formou um sorriso incontrolável em meus lábios. Desde que cheguei em Oxford não parei de trocar mensagens com ele, ele me contava a sua rotina em Gloucester, chegou a me falar também, com grande entusiasmo que sua irmã caçula, Jess, provavelmente estudaria no Queen no próxima semestre, já que finalmente tinha convencido aos seus avós que ficar em Gloucester só estava piorando a situação de Jess. Ele me contou que ela tinha grandes problemas psicológicos devido à morte recente de seus pais, ia ao psiquiatra frequentemente, e tomava remédios fortíssimos para evitar a depressão.

Respondi a mensagem de Nathan, e logo me levantei para me arrumar. Prometi para Geórgia que iria com ela para o shopping comprar nossas roupas para a noite de natal.


- Tenho uma noticia maravilhosa! – Foi a primeira coisa que Geórgia disse quando chegou em minha casa

- Bom dia para você também – Falei mostrando o meu ‘’ótimo’’ humor matinal

- Sabe aquela ultima audição que eu fiz antes de vir para ca? – Ela disse me ignorando – Então – Ela continuou sem esperar a minha reposta – Eu passei! Fiquei entre os 50 primeiros! – Ela disse atropelando as palavras – Se eu passar nessas quatro audições do ano que vem, eu entro para a companhia! – Ela começou a pular e gritar

- Perai, calma, como você sabe disso?

-Chegou hoje de manhã – Ela rapidamente tirou uma carta de sua bolsa e me entregou – Trouxe para você ler com seus próprios olhos.


‘’  Querida Geórgia Van Blackburn,

Nós da academia de dança Filbrin Allen temos o prazer de anunciar que a senhorita passou para a próxima fase da competição. Esperamos você nas próximas audições, que ocorrerão na primeira semana de janeiro. As informações sobre o horário, data e local já foi entregue no dia da inscrição. Qualquer dúvida, entrar em contato com a companhia. Esperamos que tenha um ótimo natal e um maravilhoso ano novo.
Companhia Filbrin Allen’’





- Ai que maravilha! – Larguei a faca com a manteiga e o pão na bancada da cozinha comecei a gritar e pulei nos braços de Geórgia – Como eu estou orgulhosa!

- Você não consegue imaginar a minha felicidade Lo! Eu estava tão apreensiva por causa da minha ultima apresentação, devido aos fatos e as condições... – Ela não tirava o imenso sorriso de seu rosto – Imagina eu viajando o mundo inteiro e recebendo por isso?! – Após mais alguns gritos, sorrisos, deixei minha casa e me dirigi com Geórgia para o shopping. A grande notícia nos rendeu assunto durante horas, enquanto víamos as vitrines, falávamos sobre as cidades que ela provavelmente passaria e tudo mais.

- Não acredito! Lorena! – Ouvi uma voz vindo da pessoa que se localizava exatamente ao nosso lado enquanto olhávamos a vitrine de uma loja qualquer. – Não acredito que você voltou para cá amiga! – Dani disse dando um sorriso simpático e me abraçando logo em seguida – Faz quanto tempo que esta aqui? – A menina sorridente me perguntou. Sim, essa era aquela Dani, aquela que era uma das minhas melhores amigas e traiu a minha confiança, ‘’namorando’’ Filipe, meu ex, enquanto eu o namorava. Pela sua atitude, não fazia ideia que eu sabia da história dela com Filipe.

- Umas 2 semanas – Dei um sorriso falso. Não havia motivos para ser grossa com ela, afinal, naquele momento não me importava o que Filipe tinha feito ou deixado de fazer, ele já tinha sido substituído fazia tempo.

- Por que não ligou?! Fiquei preocupada! – Ela me perguntou, mudando a sacola de compras que estava pendurada no braço direito para o esquerdo

- Não tive tempo Dani, me desculpe - Falei sem emoção

- Sem problemas! Mas olhe para você, não mudou nadinha! – Apenas dei um sorriso sem mostrar os dentes – Você não faz ideia do que aconteceu por aqui enquanto estava fora! – Ah, eu faço sim. –  Queria tanto ter mais tempo hoje para conversarmos, mas to super atrasada! Mamãe quer que eu ajude a preparar tudo para amanhã.

- Sem problemas, eu te ligo um dia desses – Lógico que eu não ligaria

- Ótimo! – Então ela me abraçou mais uma vez e depositou um beijo em minha bochecha – Bom natal para você  Lo! E para você também Geórgia – Então ela saiu andando, e Geórgia a acompanhou com os olhos

- Que vontade de arrancar os dentes dessa vadia com as próprias mãos – Geórgia disse com um olhar fixo na garota que havia acabado de sair 

- Deixe ela para lá... Além do mais, se eu tiver sorte eu não vou vê –la tão cedo

- Queria poder dizer o mesmo... Estou na mesma classe de português dela

- São só mais seis meses, você aguenta – Eu disse puxando Geórgia para dentro da loja – Vamos, quero provar essa blusa.


Xxxxxxxxx

Então lá estava Nathan, com sua calça jeans, uma jaqueta preta e um cachecol protegendo seu pescoço, me esperando a minha chagada no aeroporto.  Sai do portão de desembarque e quando ele me viu, abriu seu sorriso. Desviei rapidamente das pessoas que havia ali, e abracei Nathan com todas as minhas forças, depositei longos beijos em sua boca que tanto me fazia falta.

- Que saudades que estava de você – Ele disse olhando fixamente em meus olhos

- Você não imagina o quanto – Eu disse beijando-o novamente. Logo em seguida Nathan me acompanhou para pegar as minhas bagagens e seguimos para entrada, onde pegamos um taxi que ali estava parado.

- Qual é o destino? – O motorista perguntou. Antes que Nathan pudesse informar ao homem par aonde irmos, o interrompi

- Você tem certeza que não faz mal eu ficar na república com vocês até começarem as aulas?

-  Certeza absoluta – Ele disse com sutileza, então  Nathan informou o endereço e logo o carro deu partida

-Você chegou quando de Gloucester?

- Faz uns três dias – Ele disse dando um sorriso – Jess não vê a hora de te conhecer

- Então ela veio com você?! – Não consegui contar o entusiasmo – Ai, que maravilha! Não vejo a hora de conhecê-la! Deixaram-na entrar no meio do ano letivo?

- Ah sim, a transferência de escola ocorreu sem nenhum problema, ela esta comigo lá na república e esta uma pilha de nervos inclusive, não para de me perguntar sobre o Queen e essas coisas.

- Imagino, sei como ela se sente – Fiquei conversando sobre coisas aleatórias enquanto avistava Londres pela janela no taxi. A minha querida Londres.

- E Geórgia, você me contou que ela passou para a próxima fase do concurso, não é? – Nathan me perguntou curioso

- Ah sim! Ela chegou aqui ontem para as audições, agora vão ser apenas mais quatro, e vão acontecer tudo nessa primeira semana.

- Ela deve estar muito aflita

- Nem me diga! Espero que ela esteja saindo bem nessas ultimas audições...

- E Melani? – Nathan perguntou mudando o foco da conversa – Tem falado com ela?

- Mandei algumas mensagens e quando liguei não fiquei mais que um minuto no telefone, é muito caro. Chegamos a nos falar pelo Skype algumas vezes também.

- Ela disse mais alguma coisa sobre Siva?
- Sim, ela disse que  na primeira semana que tinha voltado para os EUA, ela ligou todo dia para ele, mas que depois desistiu. E você, sabe como esta reagindo Siva diante dessa história?

- Ele não tocou muito no assunto nesses três dias que fiquei aqui, mas os meninos me contaram que ele ficou muito mal, mas que agora finge que nada aconteceu e diz sabia que o seu relacionamento com Melani, por ela ser muito nova e que tem ainda muito com o que aprender. Que foi um erro ter feito ela acreditar que ele a amava

- Não acredito que ele disse isso! – Disse indignada – Melani não pode saber disso...

- Disso o que?

- Disso, do que Siva disse, por favor, não diga nada.

- Tem certeza? Acho melhor você avisar a ela que Siva e ela provavelmente não terão mais futuro...

- Me prometa Nathan – Disse olhando no fundo de seus olhos. Melani não poderia saber disso, não deixaria que essa história causasse mais feridas nela.

- Prometo

Não demorou muito para que o taxi parasse em frente à república. Nathan me ajudou a carregar as minhas malas, e rapidamente abriu a porta da frente.

- Chegamos – Nathan anunciou, mas ninguém apareceu –  Acho que eles estão dormindo, vamos lá em cima então, você deixa as suas malas e conhece seu novo quarto. – Então acompanhei Nathan até o andar de cima e o segundo quarto à direita foi o quarto que o Nathan abriu a porta. Eu entrei segurando as minhas pesadas malas. Quando passei pela porta, as soltei como se pesassem 1 tonelada cada uma, assim, dei uma geral no quarto e vi que o quarto de Nathan não tinha mudado nadinha desde que eu tinha visto pela ultima vez.

- Está exatamente igual a da ultima vez que o vi – Disse

- É que não uso muito ele, não passo muito tempo aqui – Nathan disse enquanto colocava as minhas malas em um canto da parede – Deve estar com fome, vamos lá embaixo, te preparo alguma coisa – Então Nathan pegou a minha mão e me conduziu até a cozinha. Assim que Nathan começou a pegar as coisas para mesa do café, uma menina de cabelos longos e ruivos apareceu sonolenta de pijama na porta da cozinha.

- Vejo que já chegou – Ela disse dando um sorriso meio aberto, cerrando os seus olhos inchados

- Jess! – Ele disse quando viu a menina – Bom dia linda! Quer alguma coisa? Vou preparar um sanduíche para Lorena

- Então ela é a famosa Lorena – A menina disse com um sorriso nos lábios, enquanto se ‘’arrastava’’ para a mesa

- Ah sim, que burrice a minha! Jess essa é a Lorena, Lorena essa é a Jess – Nathan nos apresentou

- Oi Jess, prazer em conhecê-la – Disse simpaticamente – Ouvi muito falar de você!

- Muito bem, espero – Ela disse olhando para Nathan

- Claro né mana – Nathan disse colocando os pratos na mesa. Enquanto Nathan ia preparando nossos sanduíches, aproveitei o tempo para me socializar com Jess. Contei como era o Queen, como em toda escola tem seus pontos altos e baixos, mas que se você soubesse ver o lado positivo, o lado negativo da escola seria praticamente imperceptível.

Depois do café da manhã, Jess foi tomar o banho, já que teria que sair e comprar os materias que faltavam para a escola. Disse a Nathan  também que iria para o quarto, estava exausta da viagem, tinha acordado muito cedo para vir para Londres e que não havia pregado meu olho no avião, ele disse que levaria Jess para comprar os matérias e que não demoraria a voltar.

No caminho para o quarto, enquanto subia as escadas, Siva aparece no topo da escada, com o seu cabelo desarrumado, de pijama e  meio sonolento, quando  me viu, abriu tanto os olhos, que mal parecia que ele havia acabado de acordar.

- Ah, vejo que você chegou de viajem. – Ele disse sem graça

- Bom, acho que sim né – Fui irônica – Já que estou aqui na sua frente – Então subi as escadas, sem olhar Siva por um segundo sequer.

- Lorena – Ele disse quando eu já estava no top da escada, e ele no ultimo degrau – Como está Melani? – Então me virei com um sorriso nos lábios

- Melhor do que nunca, acho que o - Pensei rapidamente - Robert está fazendo bem a ela como ninguém fez ! Agora me dê licença que eu vou me retirar, estou exausta. Bom dia para você Siva - Bom, uma mentirinha não faz mal a ninguém.... Não é mesmo? 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Capítulo 29 - 1ª temporada


POV Melani
– Tom não voltou ainda – Comentei, notando a falta de Tom – Será que aconteceu alguma coisa?
– Provavelmente não, deve ter se enroscado com alguma veterana, não se preocupe -
Estava aproveitando aquela festa para botar todos os assuntos com Siva em dia. Naquela noite descobri que uma de suas irmãs havia desmanchado o noivado, e que seu outro irmão estava se mudando para Gloucester. Era como se nunca tivéssemos nos separado, havia assunto para virarmos a noite.
Mas claro que sempre tem que acontecer alguma coisa para estragar a noite
– Ora ora ora, se não está aqui na minha frente o casal ternurinha – Carlos apareceu na nossa frente, segurando um copo em sua mão direita. Estava incrivelmente bêbado.
– Você está bêbado – Foi a única coisa que saiu de minha boca, obviamente não precisava ser dito para perceber que ele havia ingerido uma grande quantidade de álcool. Não falava com Carlos desde o beijo que havia dado nele
– Eu estou perfeitamente bem – Ele disse se desequilibrando um pouco para o lado – Mas me parece que você voltou com o garotão aqui – Ele disse apontando para Siva – Parece que faz poucos dias que você veio chorando para mim por causa desse idiota – Ele deu ênfase no ‘’idiota’’
– Carlos, melhor você parar de beber, me de isso aqui – Tentei arrancar o copo de sua mão, então rapidamente ele recuou seu braço, fazendo com que um pouco da bebida caísse no chão
– Você sabia – Ele disse agora falando diretamente com Siva – Que ela até me beijou – Então ele deu uma risada rápida – Pois é – Então deu mais um gole em sua bebida
– Vamos sair daqui Siva – Segurei as mãos de Siva e rezei para que ele não acreditasse no que Carlos dizia
– Espera – Ele segurou firmemente a minha mão, me impedindo de sair dali – É verdade o que ele está falando?
– Vamos sair daqui Siva, ele está embriagado, não sabe o que esta dizendo
– Não sei?! – Então Carlos riu mais uma vez – Vai dizer que não lembra que veio chorando para meus braços e logo depois me deu um beijo?!
– Não é bem assim Siva – Eu disse olhando fixamente para Siva – É complicado
– Então é verdade? - Então fiquei em silencio olhando para o chão - Quer dizer que você nem esperou, já foi correndo nos braços de outro? – Ele disse soltando bruscamente a minha mão – Não acredito – Ele disse passando as mãos nos cabelos
– Não! Por favor, me ouça... – Tentei segurar a mão de Siva de novo, mas ele recuou
– Eu sofrendo com a nossa briga e você se tacando nos braços de outro
– Não! – Gritei com meus olhos marejados – Não é bem assim Siva, me ouça por favor!
– Só me fala, você o beijou mesmo na mesma noite em que brigamos? - Então novamente fiquei em silencio, sem saber que resposta dar a Siva – Sabe o que é pior? Saber disse da boca de um cara que eu nunca vi na vida – Ele disse indo embora dali
– Espera! – Segurei Siva pelo braço, impedindo-o de ir – Isso é tão insignificante, não sabia que gostaria de saber disso
– É mesmo? E se eu tivesse beijado Nareesha naquele dia? Como você ficaria ao saber disso? – E novamente me odiei por não ter uma resposta formada em minha cabeça – Exatamente – Então Siva saiu dali, indo em direção para a porta
– Siva, não! – Eu disse com lágrimas em meu rosto – Por favor – Então corri atrás dele, e quando passei da porta de entrada consegui alcançá-lo – Me deixe te explicar, eu te imploro
– Não Melani, não quero conversar agora – Ele disse sem virar para trás – Amanhã a gente conversa – Então assisti Siva saindo do jardim da casa e andando sem rumo pela aquela rua úmida devido ao sereno. Merda, e mais uma vez ele estava indo para longe de mim, então não entrei na casa, apenas fiquei observando Siva sumir de minha vista, e quando sumiu sentei em um banco que havia ali, e permiti que as lágrimas escorressem no meu rosto.
POV Lorena
Eu já estava um pouco mais calma, Nathan havia insistido para que eu bebesse o copo com água e açúcar que ele havia pegado para mim, mas não foi aquilo que me acalmou, o que me acalmou foi eu ter saído da frente de Fernando
– Pronto Lo – Max falou parando na minha frente – Conner e eu expulsamos Fernando daqui – Ele disse se agachando – Agora eu posso saber que diabos estavam acontecendo?!
– Nunca nos demos bem – Dei uma resposta vaga
– Perai não se dar bem é uma coisa. Vocês quase saíram a tapa la fora!
– Não é nada de mais, Max. Não se preocupe. - Então me levantei do sofá que eu e Nathan estávamos sentados – Agora cadê a Geórgia?
– Não sei, estava lá fora até agora ajudando Conner fazer Fernando ir embora. – Max se explicou
– Eu fiquei ao seu lado o tempo todo – Nathan se justificou. Então vi Siva passando pela porta de entrada com uma cara nada amigável, e depois de alguns segundos Melani passa correndo atrás dele desesperada.
– Isso não é nada bom – Comentei com os meninos – Melhor eu ir la ver o que esta acontecendo – Então fui em direção de Siva, mas alguém me segurou pelo braço e me impediu que eu continuasse – Nathan!
– Acho que já deu de brigas para você hoje né Lorena – Nathan disse – Os dois já são grandinhos, deixa que eles se resolvam sozinhos
– Mas a Melani precisa... – Nathan não permitiu que eu completasse a frase
– Fica aqui – Ele disse
Xxxx
Já estava quase amanhecendo quando voltamos para o Queen, no taxi estávamos nós três, eu, Nathan e Geórgia. Havia procurado Melani por todos os cantos daquela casa, mas não a achara, então rezava para que ela tivesse voltado mais cedo para o Queen. Geórgia só apareceu minutos antes de irmos embora, e não quis falar sobre onde estava ou com quem estava. Também resolvi não tocar no assunto ‘’ Fernando’’ não sabia se ela lembrava do que havia acontecido, então preferi fingir que nada tinha acontecido
– Eu estou ferrada! – Geórgia se lamentava no taxi de volta para a casa – Hoje é a ultima audição de dança! Não tenho condição de me apresentar, acho que o meu cérebro vai sair da minha cabeça! – Ela disse amaciando suas têmporas
– Não tem como remarcar, não sei? – Tentei ajudar
– Remarcar?!- Então ela soltou uma risada irônica – Remarcação é para amadores Lorena, não existe remarcar em um lugar como aquele... O jeito é ir para casa, tomar uma tabela de analgésicos, tomar um banho, rezar e ir para a audição – Então o taxista parou em frente de sua casa
– Me da um toque quando você sair da audição, quero saber o que aconteceu – Então ela abriu a porta do taxi e apenas concordou com a cabeça e com a mão que segurava seu salto acenou como uma forma de adeus, correspondi o sinal e ela fechou a porta.
O taxi nos levou para o Queen, logo me despedi de Nathan, não via a hora de me deitar na minha cama e dormir até a próxima estação. Porém quando cheguei ao meu corredor vi algo que me deixou realmente muito surpresa... Na verdade, assustada seria a palavra certa.
– Carlos? – Falei baixinho para mim mesma. Vi alguém deitado ali na frente da porta do meu quarto, não dava para ver a cara dele mas o reconheci pelas suas roupas. Então me aproximei rapidamente e pude ver que era Carlos que estava ali jogado – Carlos – Cochichei para que ninguém me ouvisse. Então vi que o meu cochicho não foi o suficiente para acordá-lo, então o chacoalhei um pouco e ele gemeu – Acorda! – Aumentei um pouco o meu tom de voz, então ele abriu os olhos – O que você esta fazendo aqui?! - Ele não falou nada, apenas abriu os olhos e colocou as mãos na cabeça, demonstrando dor – Você bebeu? – Perguntei surpresa, pois não era uma coisa que eu esperava vindo de Carlos. – Se você for pego aqui eles te expulsam! Vamos la para dentro – Então peguei a minha chave, abri a porta silenciosamente, e com cuidado puxei Carlos para dentro do quarto.
– O que você esta fazendo? – Ouvi a voz de Melani atrás de mim
– Ele estava aqui fora! Você não percebeu?
– Lógico que eu percebi, ele ficou batendo na porta por umas duas horas – Então quando tinha fechado a porta, olhei diretamente para Melani, ela estava debaixo do cobertor e com seus olhos vermelhos
– Você estava chorando? – Então ela apenas concordou com a cabeça e afundou a cabeça no travesseiro – Siva? – Fiz a pergunta que eu já sabia a resposta. Ela apenas concordou com a cabeça de novo. Só não continuei falando com Melani pois o gemido que Carlos dera me fizera lembrar que ele ainda estava ali – Já conversamos Melani... – Então olhei para baixo e vi Carlos tentando se levantar – Mas que merda você pensou quando você resolveu dormir na frente do meu quarto?! Se te pegam, te expulsam e expulsam eu e Melani junto! O que você ta fazendo aqui?!
– Por favor, fala mais baixo – Foi a única coisa que ele conseguiu dizer
– Vai deitar um pouco na minha cama, já vejo o que eu faço com você – Eu estava preocupada com Carlos, mas estava mais preocupada com o coração da minha amiga. Então com a minha ajuda Carlos se deitou na minha cama e eu fui em direção da cama de Melani.
– O que aconteceu amiga? – Então Melani me contou tudo nos mínimos detalhes
–... Então voltei mais cedo, e acho que Carlos me seguiu porque depois de uns 5 minutos que eu tinha chegado, ele não parou de bater na porta, falando para eu abrir e para aceitar as desculpas dele. Sinceramente não sei como ninguém veio aqui, ele fez um escândalo nesse corredor.
– Deve ser por causa do final do ano – Então processei tudo o que Melnai tinha me falado e não acreditava no que Carlos tinha dito – Você já tentou falar com Siva?
– Lógico! Já deixei milhões de caixas postais, mas ele não me atende de jeito nenhum. – Então ela abaixou a cabeça. Apenas o que eu podia fazer era abraçá-la e tentei confortá-la com palavras de algum jeito, mas não foi bem sucedida – E vou embora hoje a tarde para os estados unidos Lo – Melani morava nos EUA com seus pais – Queria tanto ve-lo antes do Natal...
. XXX
– Ela me ligou dizendo que não tinha ido tão mal, disse que pela situação que ela estava poderia ter sido bem pior – Conversava com Nathan sobre Geórgia enquanto caminhávamos pelo gramado do Queen.
– Entendi... Suas malas já estão prontas? – Nathan me perguntou. Eu partiria dali há alguns minutos diretamente para Oxford.
– Sim, esta tudo arrumado la no quarto, Melani está la arrumando suas ultimas coisas
– Ah, descobriu o que houve com ela e Siva? – Então expliquei o que houve desde Siva até Carlos. – Ele ta la no seu quarto morrendo ainda!? – Nathan perguntou
– Não! Depois de um tempo consegui fazer com que ele levantasse e saísse do meu quarto para arrumar as malas dele.
– Ele falou com Melani enquanto estava no seu quarto?
– O menino ficou morto na minha cama, nem mexer se mexia...
– Não, digo quando ele acordou
– Não... Apenas saiu do quarto todo torto e com a mão na cabeça. Ao menosolhou para minha cara e para cara de Melani ao sair.
– Ainda bem que vão vir essas semaninhas de férias, vai ser bom para quebrar essa atmosfera pesada que esta sendo.
– Exatamente – Essas férias fariam especialmente muito bem à mim. Ia ser bom me desligar um pouco daquela escola, e de certas... Certa pessoa. – Mas eu vou ficar longe de você – Fiz beicinho
– Você vai me ligar todo dia – Ele disse dando uma risada e aproximando o seu rosto do meu
– Eu não, você que corra atrás de mim– Então dei uma risada também e ele se aproximou mais até que nossos lábios se tocaram e segundos depois a minha língua já estava em contato com a dele.
De tudo que tinha me acontecido naquele ano Nathan com certeza fora uma das melhores coisas. O que será que o ano seguinte me guardava? Sinceramente, nada poderia dar errado...

Capítulo 28 - 1ª temporada


E quanto mais os minutos se passavam, mais o que Nathan me falara se comprovava, a festa estava muito boa, havia bebida aos montes, músicas boas, pessoas carismáticas e sociáveis. Eu mesma conversei com pessoas que eu só conhecia de vista do Queen, conversei com alguns amigos de Nathan (lógico que Fernando não estava nesse meio, Nathan graças a Deus parara de falar com ele desde os pequenos incidentes que haviam acontecendo)
– Ei – Nathan disse me puxando para si – Vamos la fora um pouco – Ele indicou com a cabeça a porta da frente .
– Esta frio
– Só um pouquinho – Ele me pediu com um sorriso malicioso no rosto
– Vou morrer de hipotermia la fora – Fui dramática
– Deixa de ser dramática... Vamos, só um pouco – Então revirei os olhos, mas ele tinha me convencido desde a primeira vez.
– Ok, vamos – Então ele pegou na minha mão e me guiou até a porta. Logo quando chegamos à entrada senti a brisa fresca em meu rosto.
– Prometo que é só um pouco – Ele disse lendo a minha mente. Estava bem mais vazio o jardim da frente desde quando tínhamos chegado, havia apenas casais ali que eu tenho certeza que mesmo que eu gritasse o mais alto que eu pudesse, não iriam perceber a minha presença, se é que você entende o que eu quero dizer. Nathan me arrastou para a lateral da casa, que por sinal era bem estreita.
– Que lugar mais romântico – Usei o sarcasmo. Então ele se encostou na parede da casa, o que me permitiu ver um casal a poucos metros de nós.
– Queria que ficássemos sozinhos – Ele disse me puxando para si.
– Não somos os únicos aqui – Eu disse apontando para o casal um pouco distante de nós. Então ele olhou para o lugar que apontei e comentou
– Eles não vão se importar – Disse voltando o seu rosto para mim – E alem do mais, não estou me importando com eles – Ele disse colocando uma mão em meu rosto e a outra no meu quadril – O que importa esta aqui na minha frente – Não sei se Nathan conseguiu enxergar o meu sorriso involuntário, devido a falta de iluminação, mas não consegui evitar. Ele se aproximou e encostou seus lábios quentes nos meus, e logo os partiu, dando logo em seguida a passagem para minha língua se encontrar com a dele. Ele realmente me tinha em suas mãos. Antes dele, ainda cogitava a ideia de voltar com o meu ex namorado, Filipe, mas com Nathan, tive a prova que Filipe não era o homem para mim, que a atração que eu sentia por ele era fraca comparada ao que eu sentia por Nathan. Não sabia se sentir algo tão grande por uma pessoa poderia me prejudicar futuramente, afinal, sabe o que dizem ‘’ nada é para sempre’’ e sabia que um dia tudo aquilo que eu tinha com Nathan poderia acabar mais cedo ou mais tarde. Esse sempre foi o meu defeito, me preocupar demais com o que pode acontecer no futuro e deixar de viver o presente.
Então nos separamos um pouco para respirar, e fiquei com a minha cabeça deitada no ombro de Nathan e seus braços me envolviam, me deixando mais aquecida. Até que ouvi risadas escandalosas, e essas risadas foram ficando cada vez mais altas.
– Você é tão engraçado! – Uma voz familiar disse chegando à entrada no corredor com um garoto do seu lado. – Ai, aqui já esta ocupado! – Geórgia disse ao ver que eu e Nathan já preenchíamos o local. Estava visível que Geórgia estava totalmente embriagada, mas o que me mais me surpreendeu não foi Geórgia estar bêbeda, porque afinal isso era típico dela, mas sim quem estava ao seu lado.
– O que você esta fazendo com ele Geórgia? – Perguntei séria.
– Ele? – Ela apontou para Fernando e começou a rir – Ele é ótimo! – Disse enquanto ria alto
– Então vocês se conhecem! – Ele disse com a voz alterada
– Claro que eu a conheço Fernando – Eu continuei sem expressão no rosto - Evocês? Como se conheceram?
– Eu não me lembro – Geórgia disse no meio de gargalhadas, como se o que ela tivesse falado era engraçado... O incrível efeito do álcool.
–Saia do lado dele, você esta bêbada – Ordenei
– Quem você pensa que é, minha mãe? – Geórgia disse
– É, fica fria ai Lorena – Fernando disse abraçando Geórgia por trás – Prometo não fazer nada que ela não queira – Ele disse com um sorriso malicioso.
– Calma Lo – Nathan disse para mim
– Você pode ficar com qualquer um dessa festa, menos ele – Eu disse indo em direção do ‘’casalzinho’’ – Amiga minha não fica com filho da puta – Disse tirando os braços de Fernando de Geórgia.
– Ei! – Geórgia gritou
– Escolha bem as palavras antes de se dirigir a mim Lorena – Fernando disse tirando o seu sorriso do rosto
– Eu te chamo do que eu quiser – A atmosfera ficava cada vez mais pesada toda vez que eu e Fernando começávamos um debate – Apesar de que qualquer palavrão é um elogio quando me dirijo a você
– Não começa – Ele disse se aproximando com uma cara de poucos amigos – Pensei que já tinha aprendido a lição da ultima vez – Então forcei uma risada
– Por favor Fernando ,pensei que você já tinha aprendido que eu não tenho medo de você, você é um merda – Depois de tudo que Fernando já tinha me causado, estava com tudo preso na garganta e aquilo foi a gota d’ água
–Você pensa que é quem para falar assim comigo?! – Ele disse aumentando o tom de voz – Você é muito atrevida – Ele disse me empurrando levemente.
– Fernando... – Antes que Nathan pudesse repreender Fernando pelo o que fizera, o meu inconsciente foi muito mais veloz e antes que eu pudesse perceber, empurrei Fernando também, mas muito mais forte do que ele tinha me empurrado, o que fez ele ir para trás. É claro que o efeito do álcool o ajudou a tropeçar em alguma coisa e cair no chão.
– Não toca em mim – Eu disse com uma cara de nojo para ele
– Você vai me pagar menininha – Admito que ao olhar para a sua expressão naquele momento, me deu calafrios, afinal, sabia que ele estava bêbado e não pensaria duas vezes antes de realmente me machucar de verdade. No entanto, não me deixei intimidar, me mantive no mesmo posto com a mesma expressão. – Ah vai – Então ele se levantou rapidamente e quando percebi, ele já estava a menos de um milímetro de mim, conseguia sentir o seu hálito que fedia a álcool
– E o que você vai fazer? – Eu disse olhando fixamente em seus olhos – Me bater?
– Lo, por favor, se controla – Ouvi Nathan praticamente me implorando.
Então Fernando fixou em meus olhos, e quando menos esperei, cuspiu na minha cara.
– Você é ridícula - Ele disse continuando parado. Então com a manga de meu moletom limpei meu rosto e sem pensar duas vezes, minha mão aberta se encontrou com a sua face, e realmente o tapa foi muito forte, porque alem de minha mão formigar, ele se desequilibrou e quase caiu
– Cospe mais uma vez na minha cara! Vai! – Gritei para Fernando
– Ah garota... – Fernando disse virando o seu rosto em câmera lenta, e logo em seguida avançou em mim rapidamente.
– Onde você pensa que você vai!? – Max de repente apareceu e segurou Fernando por trás, impedindo que viesse até mim
– Quem é você?! – Fernando gritou bravamente – Me larga! – Fernando gritou enquanto tentava sair dos braços de Tom.
– Vamos la para dentro Lorena – Nathan disse me puxando pelo braço – Vem Geórgia – Ele disse puxando a menina, com o outro braço, que nesse momento apenas observava a Fernando tentando se soltar dos braços de Max, quando entramos na casa, logo apareceu Tom, estava vindo da sala com uma cara assustada.
– Mas o que estava acontecendo? Estava conversando com Siva e Melani quando ouvi uma gritaria.
– Nada – Fui monossilábica. Eu estava muito estressada, meus batimentos cardíacos ainda estavam extremamente acelerados, o tamanho da raiva que eu estava de Fernando, nem o infinito seria o suficiente para representar.
– Não to bem – Parecia que aquela voz estava muito distante de mim e de meus pensamentos, no entanto percebi que a voz vinha da boca de Geórgia, que quando fitei ela, estava extremamente pálida – Estou passando mal
– Tom, por favor leva-a para o banheiro, é la em cima – Nathan apontou para a escada. Então Tom concordou e colocou os braços de Lorena em cima de seus ombros e ajudou ela a andar. - Você esta bem? – Nathan disse olhando para mim. Apenas balancei a minha cabeça negativamente. – Vamos la para cozinha, vou pegar água com açúcar.
– Não, não precisa – Não sei por que tanto insistem em dar água com açúcar para as pessoas que não estão com o seu estado emocional bom, como se a água e o açúcar fosse resolver a situação – Quero só me sentar um pouco.
POV Tom
Com muita dificuldade consegui levar Geórgia para o andar de cima, enquanto ajudava Geórgia, me perguntava, o que diabos tinha acontecido la no jardim? Mesmo se perguntasse para Geórgia tinha certeza que não saberia me responder no estado que estava.
Ao achar o banheiro, entrei com ela e tranquei a porta. Geórgia sentou no vaso sanitário, encostou sua cabeça na parede e fechou seus olhos.
– Quer alguma coisa para beber? – Perguntei me apoiando na pia, Geórgia fez sinal negativo com o seu dedo indicador – Quer que eu faça alguma coisa? – A morena repetiu o movimento com o seu dedo indicador – Esta vendo, isso que dá quando criança bebe – Brinquei com Geórgia. A morena abriu os olhos e me fitou, mas antes que pudesse falar alguma coisa, ela de repente se levantou do vaso, abriu a tampa e vomitou. Rapidamente me aproximei dela e segurei seus cabelos. Após alguns segundos na mesma posição, Geórgia se desgrudou do vaso e se sentou no chão. – Está melhor? –Perguntei em um tom paternal
– Sim – Ela pronunciou – Bem melhor – Então ela se levantou e foi em direção a pia e lavou sua boca com um pouco de água e depois de secar sua boca ela se virou para mim e me olhou com ternura
– Obrigada Tom - Falou com doçura
– Que isso Geórgia, mas não pense que não vou querer algo em troca mais tarde – Disse em um tom malicioso
– Não achei que não – Ela disse dando uma risada
– Acha que consegue ir lá para baixo? – Perguntei
– Acho que sim, estou bem melhor – Então me direcionei a porta, mas antes que eu pudesse encostar na maçaneta, pelo banheiro ser extremamente pequeno, fiquei cara a cara com Geórgia, e a tentação de beijá-la apareceu e não quis ir embora.
– O que você acha de me pagar o que deve agora mesmo? – Eu disse aproximando mais meus lábios dos dela, conseguindo ouvir sua respiração.
– Acho uma boa ideia – Ela respondeu baixinho, como se alguem fosse nos ouvir. Não sei dizer quem foi que deu a iniciativa, só sei que quando menos percebi nossos lábios se tocaram e nossas línguas se chocaram uma com a outra logo em seguida, e num ato veloz segurei Geórgia e coloquei-a em cima da pia. Nos aprofundávamos no beijo cada vez mais, uma de minhas mãos passeavam pela sua coxa e a outra segurava o cabelo da morena pela raiz, enquanto as dela passeavam pelas minhas costas. A atração que eu sentia por Geórgia era algo inacreditável, quer dizer, nunca fui de ficar em cima de mulher, se ela não quisesse nada comigo eu já partia para outra sem peso na consciência, mas aquela criança foi diferente... Realmente a espera e a perseguição haviam valido a pena

Capítulo 27 - 1ª temporada


POV Geórgia.

– Bonito nome – O garoto que eu tinha acabado de conhecer disse olhando em meus olhos.
– Obrigada – Eu disse dando um sorriso.
– Vamos – Ele disse dando um soco fraco em um dos meninos ali – A gente se vê por ai Geórgia – Ele pronunciou ‘’Geórgia’’ com maior intensidade. Apenas balancei a cabeça e voltei para mesa para escolher alguma coisa para petiscar. Tentei ligar mais umas cinco vezes para o celular de Lorena, mas todas as ligações caiam direto na caixa postal.
– Para que atender ao telefone né Lorena - Reclamei com o telefone.
– Falando sozinha? – Uma pessoa que estava na minha frente disse. Desviei o meu olhar e olhei em direção à pessoa.
– Achei que você tinha dito que não estava me perseguindo – Eu disse para Tom, enquanto guardava o telefone na minha bolsa.
– Eu só vim pegar algo para beber – Ele disse mostrando o copo em sua mão. – Você parecia estar falando de Lorena, e eu lamento te informar que ela não vai atender o celular tão cedo – Ele disse dando um gole na sua bebida.
– Por que?
– Ela saiu há alguns minutos com o Nathan.
– Ah legal – Usei o sarcasmo – Típico de Lorena - E era mesmo, sempre quando saia com ela, ela sumia com algum menino que conhecia e me deixava sozinha. Mesmo quando namorava Filipe, sumia com ele.
– Se você quiser te faço companhia – Ele disse tornando a distancia entre nós menor.
– Ah é? – Eu disse me aproximando um pouco mais. – E por que você acha que eu aceitaria a sua companhia? – cochichei em seu ouvido. Então ele colocou suas mãos em minha cintura e colou nossos corpos.
– Eu sei que você quer – Ele disse aproximando sua boca da minha.
– Ilusão só abala o coração – Eu disse dando um passo para trás. – Lembre-se disso – Dei um sorriso vitorioso e sai andando pelo salão. Geórgia um, Tom? Zero.

POV Lorena
Após ficar um pouco mais com Nathan conversando sobre assuntos completamente aleatórios, pedi a ele para voltarmos, porque eu estava começando a ficar com muito frio e alem disso, teria que infelizmente, voltar ao trabalho.
Quando cheguei ao baile, a primeira coisa que os meus olhos captaram foi Geórgia sentada em uma mesa olhando seu celular. Me despedi de Nathan com um beijo rápido e me direcionei à sua mesa.
– Ge! – Gritei. Ela olhou para cima com uma cara nada agradável.
– Você sabe o quanto eu odeio quando me chamam de ‘’Ge’’ – Veio com sete pedras na mão - E quem você pensa que é para não atender o celular e me deixar aqui sozinha?
– Calma gata, não sabia que você tinha chegado – Então puxei uma cadeira e sentei – Mas não é você que tem que ficar brava, sou eu. Você precisa me esclarecer umas coisinhas. – Disse colocando-a na parede, metaforicamente é claro.
– Que coisinhas? – Ela perguntou com um sorriso em sua boca, alegando que ela sabia exatamente do que eu estava falando.
– De você nunca estar em casa quando eu ligo para você, por exemplo. – Cruzei minhas pernas e meus braços.
– Resumidamente, é o seguinte - Respirou fundo - eu to participando de uma seleção. Essa seleção começou um dia depois de eu ter chegado aqui em Londres, e eu fiquei sabendo pelos meus tios. São audições de dança, e se eu ficar entre os 50 primeiros, entro para companhia e posso fazer turnês com eles
– Mais que maravilha Geórgia! – Eu disse surpresa e com um sorriso enorme no rosto – Não sabia que você gostava de dançar!
– Sempre gostei, mas não sabia que eu podia competir a nível profissional. Recebi vários elogios dos jurados – Ela disse amaciando seu ego.
– Que orgulhosa que eu estou da minha amiga! – Eu disse abraçando ela – Mas e ai, quantas audições são mais? Que tipo de dança é? Me conta tudo!
– Calma – Ela riu – Bom, amanhã é a ultima audição do ano, ai a gente para, para as festas e voltamos na primeira semana de janeiro para mais cinco audições. Antes éramos em 500 inscritos, agora já são 250, contando comigo. E o estilo de dança é street dance.
– Eu amo street dance! – Disse dando um grito - Nossa, sério, que ótimo! To muito feliz por você amiga! Muito mesmo – Eu disse eufórica.
– Lorena – Nos interromperam – Desculpa te incomodar– Uma voz atrás de mim disse. Me virei e vi que era Gabriela, uma menina que eu tinha conhecido no conselho do baile.
– Que isso Gabi – Disse simpaticamente
– Uma menina passou mal no banheiro e você precisa chamar a faxineira. – Ela me informou.
– Ah claro, já vou – Então me virei para Geórgia de novo e me desculpei – Eu sei que você vai me matar, mas eu preciso ir – Disse me levantando. Então ela revirou os olhos e pegou seu celular de novo.
– Tenho um novo melhor amigo – Ela disse mostrando o aparelho em sua mão.
– Vá dançar, falar com alguém... Melani! – Lembrei – Você pode procurar Melani e falar com ela – Aconselhei
– Vai lá Lorena – Ela disse com seus olhos fixos na telinha do seu celular. Conhecia Geórgia, ela não estava brava realmente, então dei um beijo na sua bochecha como forma de desculpa e me direcionei para fora do salão à procura de alguma faxineira.
– Lorena – Alguém me chamou quando estava em frente ao salão Procurei de onde vinha a voz, e percebi que a pessoa estava encostada na porta de entrada do baile.
– Oi Conner! – Era Conner, aquele que eu tinha conhecido na detenção há alguns meses atrás.
– Deixa eu te falar – Ele disse se desencostando da porta e vindo em minha direção – Vou dar uma festa em casa depois do baile, aparece la. – Disse me convidando. – Pode levar a Melani e o Carlos se quiser.
– Posso levar algumas pessoas a mais? – Disse me referindo à Geórgia.
– Claro, seus amigos são nossos amigos – Ele disse dando um sorriso. Era incrível com Conner era bonito, seus cabelos cacheados me encantavam, e o seu sorriso era algo hipnotizante.
– Então apareço la mais tarde! Só me diga onde fica
– Ah sim, me da o seu celular - Então entreguei a ele o meu celular.
– Vou anotar nas suas notas o meu endereço, não fica muito longe daqui – Ele disse enquanto digitava rapidamente. – Aqui esta – Então dei uma olha no endereço.
– Obrigada Conner, vou para la depois daqui então. – Me despedi dele e voltei a procurar a faxineira.

Xxxxx
– Cadê a Melani? – Disse impaciente – Vou embora sem ela! – Eu disse para Nathan e Geórgia que ali estavam.
– Você já mandou mensagem? – Geórgia me perguntou pela milésima vez.
– Lógico que eu mandei! E ela ao menos se deu ao trabalho de responder alguma das trezentas.
– Não é ela ali? – Nathan apontou para a porta do Queen. Estávamos esperando Melani na porta de entrada do Queen e eu apenas tinha pegado um moletom e o frio de Londres ficava cada vez mais intenso.
– Ela não esta sozinha... – Comentei apertando meus olhos. – Aquele não é...
– Siva – Eu e Nathan falamos ao mesmo tempo, instantaneamente trocamos olhares confusos.
– Eles voltaram?! – Nathan perguntou surpreso.
– Por isso que não a vi a festa inteira... – Comentei baixinho enquanto eu via o tamanho de Siva e Melani aumentando gradativamente.
– Oi gente – Melani disse timidamente – Desculpa pela demora.
– Vocês voltaram? – Perguntei não me importando pelo seu pedido de desculpa. Então Melani abriu a boca para falar alguma coisa, no entanto a fechou praticamente na mesma hora, e assentiu com a cabeça. - Mas que noticia ótima! – Disse dando um abraço na minha amiga e logo em seguida em Siva. – Que os pombinhos sejam muito felizes um com o outro.
– Gente, o taxi chegou – Geórgia nos avisou.
– Bem na hora! Vamos então – Todos entramos no carro, Geórgia foi no banco de passageiro e eu, Nathan, Siva e Melani nos apertarmos para ir artás, no fim tive que sentar no colo de Nathan para que a porta fechasse. Fomos conversando sobre o baile, recebi alguns elogios deles, dizendo que estava linda a decoração e várias outras cosias para amaciar o meu ego.
Quando chegamos no endereço, o qual Conner havia me dado, a festa já havia começado. A casa tinha um tom azul bebê e com um gramado imenso na frente, onde naquele momento, estava sendo ocupado por alunos do Queen segurando seus copos vermelho.
– As festas de Conner são as mais esperadas do ano inteiro– Nathan comentou enquanto saímos do taxi – Como os pais deles sempre viajam, e ele recebe uma mesada ‘’gorda’’ deles, essas festas são realmente muito boas.
– Vamos entrar? – Geórgia perguntou eufórica. Então dei as mãos para Nathan, e Siva deu as mãos para Melani e tinha certeza que Geórgia não estaria sozinha por muito tempo.
Quando entramos na casa, tinha apenas alguns abajures ligados, deixando um ar de conforto na casa. Sofás e cadeiras estavam praticamente todas ocupados, haviam copos por todas as mesas ou qualquer suporte que fosse possível colocar um recipiente sobre ele.
– Vocês vieram! – Conner surgiu do meio da multidão – Seus amigos já chegaram Nathan – Ele se aproximou de Nathan e consegui sentir o cheiro de álcool que vinha de sua boca, apesar de não aparentar estar bêbado, com certeza já tinha bebido muitas doses – Você mandou convidá-los não?
– Ah sim, obrigada Conner – Nathan agradeceu.
– Bom, as bebidas estão la na cozinha – Ele apontou – E é tudo o que precisam saber.
– Obrigada – Agradeci Conner. Então Conner sumiu diante daquela multidão. Parecia que todos os alunos do Queen presenciavam aquela festa, dos mais novos até os veteranos. – Era de Tom, Max e Nath de quem ele estava falando? – Perguntei.
–Sim! Perguntei se eles não podiam vir, já que não iriam fazer nada hoje.
– Falando neles... – Siva disse logo em seguida.
– Até que fim vocês chegaram – Max disse vindo de um cômodo da casa, que parecia ser uma sala de estar. - Por que demoraram?
– Tive que arrumar umas coisinhas finais la do baile. – Expliquei.
– Só vim pegar uma bebida para mim, mas vão la, nós estamos em sofá ali naquela sala– Max apontou para uma porta aberta que não ficava muito distante dali
– Acho que vou pegar alguma coisa para beber também – Geórgia disse.
– Você lembra o que aconteceu da ultima vez ...– Tentei alertar Geórgia.
– Fica tranquila – Ela disse com uma voz não muito convincente – Vamos Max, antes que me façam beber suco de laranja.